DOAÇÃO DE CESTAS BÁSICAS NO NOVO CRUZEIRO


Eles são da pesada, gostam de Rock ‘n Roll, loucos por tatuagens, caveiras e tem paixão pelas duas rodas. A fama de valentões mal encarados é só fama mesmo essa turma tem um grande coração.


Na tarde deste sábado (24) os motociclistas que fazem parte dos moto grupos e moto clubes de Rio Branco doaram mais de 90 cestas básicas, além de brinquedos, roupas e calçados. Frutos do VII Arrastão Solidário realizado nos dias 20 e 21 de Dezembro de 2014.




"Esta é a sétima edição que fazemos dessa ação social solidaria, isso é muito gratificante pra gente. Isso mostra que essa vestimenta, essa cara fechada é o nosso estilo, mas temos um coração muito bom e gostamos de ajudar o próximo". (Enio Mariano: Presidente do MG Viramundos Rasga Chão Acre)

Os contemplados com a boa ação, foram as famílias do Novo Cruzeiro, bairro próximo ao Xavier Maia.

Os moradores ficaram surpresos com a chegada dos motociclistas e suas máquinas que

chamaram a atenção.
Essa já é a sétima edição de atitude e solidariedade que promovemos todos os anos para ajudar as famílias carentes da cidade.
O evento conta com a ajuda dos morados dos bairros tucumã e universitário que fazem parte da campanha de arrecadação.


"Queremos agradecer em nome de todos os MG's e MC's a colaboração dos moradores do Conj Universitário e Tucumã, que fizeram parte deste arrastão e nos ajudaram a fazer essa ação solidária. Ajudando o próximo que a gente é retribuído pelo apoio das pessoas e do

carinho delas. Todo esse nosso esforço valeu muito a pena, pois podemos ver o sorriso das pessoas que ajudamos, que venha os próximos arrastões.. (Magno Souza: Vice-presidente do MG Christ Motors Acre)



Assista ao vídeo da Reportagem completa logo abaixo:













Clique aqui para abrir as Imagens

Projeto Mateus 25:35





O Moto Grupo Christ Motors em parceria com o Projeto Mateus 25:35 da IEQ Areal, em Rio Branco - AC, realizou na noite deste ultimo sabado (17), uma ação de amor ao próximo, dando alimento aos que tem fome. Muitos moradores de rua, pessoas esperando transporte público à várias horas, muita das vezes não se alimentaram durante esse período, outros estão em busca de restos de alimentos em lixos.

Entrega de pães com café e leite
O projeto Mateus 25:35 visa movimentar esta ação soliária no que diz a Biblia em Mateus 25:35 "Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era estrangeiro e me hospedaste; estava nu e me destes de vestir; adoeci e me visitastes; estava na prisão e fostes me ver".

Em uma atitude desse projeto, entregamos pães e café com leite, para minimizar a fome delas, além disso foi dito palavras de conforto pelos pastores e missionários do Projeto. Foi uma missão muito importante, pois Moto Grupo não é apenas andar de moto, e sim ajudar o nosso próximo no que ele precisar.






Dá para viajar com qualquer moto? Especialista responde

Motos podem levar viajante a destinos de difícil acesso. Colunista explica os prós e contras de cada modelo.


Motos podem levar a lugares de difícil acesso (Foto: Rafael Miotto/G1)                                

Nunca viajou de moto? Não sabe o que está perdendo... Já viajou, mas deu tudo errado? Tente de novo, pois poucos veículos dão a chance de viver tão intensamente cada metro percorrido. Mais do que medir sua aventura ou simples passeio em dias ou quilômetros rodados, viajar de motocicleta permite uma experiência única, cuja melhor medida é a emoção.

Exagerando, podemos dizer que são capazes de rodar onde ninguém jamais colocou o pé. Patagônia, Alasca, Chuí, Oiapoque, Ténéré, Atacama, Cabo Norte, Sahara, Sibéria são localidades onde, tenham certeza, motos chegaram nas mãos dos melhores motociclistas, o que não quer dizer, obrigatoriamente, dos mais habilidosos. Talvez o mais correto seria usar mais obstinados ou mais organizados.Onde dá para ir de moto? A todo lugar. Aviões precisam de aeroportos, barcos de uma baía calma para ancorar, carros, de estradas. Já motos... elas dispensam basicamente tudo. Há bem poucos lugares onde motos não chegam e, quando isso ocorre, é porque se trata de total impossibilidade – uma ilha, por exemplo – ou de uma escolha errada, como rumar para o Alasca em pleno inverno no hemisfério norte.
Perseverança e prever o que pode dar errado é traço comum dos que conseguem atingir objetivos ao guidão, sejam eles grandiosos ou não.

Como escolher o roteiro:

“Tenho uma Honda Biz 100 e quero ir visitar amigos em Buenos Aires. Será que consigo?” Imagino essa frase estampada num e-mail de um leitor que vive, por exemplo, em Fortaleza. O que eu responderia? Sim, claro que dá, mas sua atitude deve combinar com seu meio de locomoção. Tal roteiro extenso, montado em uma veículo de baixa cilindrada vai exigir tempo, muito tempo, e uma calma que a seleção natural reservou a poucos seres humanos. É seu caso?

Honda Biz pode viajar, mas seu tanque é pequeno
e a velocidade baixa (Foto: Divulgação)
Projetada para uso urbano, no qual não se considera a eventualidade de um posto de abastecimento de combustível estar muito distante de outro, a robusta e valente Biz (e sua congênere Yamaha Crypton) rodaria corajosamente os 5 mil quilômetros de chão que separam as duas cidades.

No entanto, apesar da economia de combustível ser um ponto forte do modelo, o tanquinho de apenas 5,5 litros da Biz (4,2 l na Yamaha...) tornaria a viagem uma odisseia cujo título poderia ser “Em busca do posto perdido...”. Ou seja, que dá, dá, mas há modelos melhores para uma empreitada desse calibre.

Então, é preciso uma moto grande para viajar? José Albano diz que não. Renomado fotógrafo cearense que começou a andar de moto depois dos 40 anos, Zé empreendeu diversas viagens a pontos muito distantes de sua criativa casa nas areias da praia de Sabiaguaba, em Fortaleza.
Yamaha XT 660Z Ténéré vai bem no piso ruim
No lombo de uma Honda ML 125 do comecinho dos anos 1980, Zé Albano sabiamente substituiu a pressa de chegar pelo prazer de passear. Em seu livro, “O manual do viajante solitário”, há nas entrelinhas uma regrinha básica que se aplica não apenas à viagens de moto, mas, principalmente, à vida: mais importante do que alcançar o objetivo é aprender as lições que o caminho até ele ensina. Filosofia? Sim, puríssima.

Zé e sua 125 são “auto-suficientes”. Na moto vai pouca bagagem, mas não falta a barraca, o fogareiro e alimentos básicos. Cansou? Para, come e dorme. Onde? Onde quer que seja, preferencialmente perto da estrada, mas longe da vista de quem passa nela, camping selvagem. Medo? Ele mesmo responde: “Aprendi a dar uma resposta às inúmeras pessoas que me abordam com a frase: “Mas que coragem!” A minha resposta é: “Coragem é a sua de ver a vida passar dentro de casa! Como é que você tem coragem de gastar a vida desse jeito?”
Albano representa um tipo extremo de motociclista, a prova de que não há limitações de trajeto para uma moto, qualquer que ela seja, desde que se respeitem seus limites e características.

BMW K 1600 GTL esbanja conforto
Mas é claro que a indústria do setor já bolou motos para levar você (e acompanhante, se for o caso) com um conforto digno de classe executiva de voo intercontinental. Exagerei? Pouco, bem pouquinho, e disso sabem os agraciados com ao menos um par de quilômetros ao guidão da “nave” Honda GL 1800 Gold Wing que, acreditem, é a máquina que se move sobre duas rodas mais confortável que o ser humano criou.

E atenção, eu disse “mais confortável”, pois, nessa mesma categoria há a BMW K 1600 GTL, que pode ser considerada a “mais performante” da classe, enquanto a mãe de todas elas, a Harley-Davidson Electra Glide Ultra, pode ser chamada de a mais icônica, clássica ou lendária. Ou tudo isso junto.
Honda VFR 1200X Crosstourer é opção de
aventureira, como a BMW R 1200 GS
Seja qual for, em uma dessas a experiência de viagem é quase um ritual místico, onde condutor e acompanhante se sentem abduzidos para uma galáxia especial onde tais “naves” – que exigem donos com finanças saudáveis – são exceção e não regra. Resumindo: são para poucos. Além disso, é importante lembrar que este tipo de motocicleta não digere bem estradas ruins, o que, infelizmente, as torna limitadas a poucas rodovias de nosso grande Brasil.

Caso oposto no quesito versatilidade (mas não no que diz respeito ao preço alto) é o das big trails, cuja referência é a BMW R 1200 GS Adventure. Ela engole literalmente tudo o que você apresentar sob seus pneus – terra, lama, pedras, areia e muito asfalto – tendo como parceiros um grande tanque de combustível que favorece rodar sem tanto estresse em busca do posto, assim como proteção aerodinâmica e excelente capacidade de carga.

Nada melhor do que uma GS (e suas assemelhadas, como a Yamaha Super Ténéré, a Honda Crosstourer e Kawasaki Versys Grand Tourer, entre outras) para ir literalmente onde você quiser. Exigem habilidades especiais? Sim, são motos que demandam certa manha e, quanto pior for a estrada, mais talento será necessário para domar tanta exuberância.

O mundo ‘normal’

Felizmente entre esses extremos de veículos e roteiros há o mundo “normal”, onde a maioria de nós se enxerga. E neste universo do possível e do viável há a viagem bate-e-volta de final de semana, onde o limite quem determina é seu traseiro, pois tanto você pode ser do tipo que acha moleza rodar mil quilômetros em um dia quanto ser o cara que se satisfaz com uma centena, ou nem isso.

Kawasaki ER-6n vai bem, mas tem pouca proteção
aerodinâmica
Para essas viagens, a moto do dia a dia serve. Talvez até mesmo seu scooter seja ótimo para descer a serra e pegar uma praia, ou subir a montanha e fugir do calor do verão. O importante é ter sempre em mente as limitações: suas e da sua motocicleta. E entender que há modelos mais adequados para viagem e outros mais adaptados ao uso urbano ou esportivo.

As naked médias, categoria “larga” na qual incluímos desde a Yamaha Fazer 250 até a Kawasaki ER-6n, funcionam de modo excelente na estrada, apenas com o senão da proteção aerodinâmica ser zero, o que acaba prejudicando manter de um ritmo de viagem rápido.

Já uma Yamaha XJ6 F ou a Honda CBR 600F, dotadas de carenagem, literalmente mudam a vida de seus donos para melhor se comparadas às irmãs XJ6 N e Honda CB 600F Hornet, nuas como Adão e Eva.
H-D Electra Glide Ultra Limited                        
O mesmo paralelo serve para duas populares motocicletas, muito acessíveis, e que permitem boas viagens caso não haja pressa: Yamaha XTZ 250 Ténéré e a Honda XRE 300. A primeira salva a pátria do seu condutor desviando o ar com competência por conta do pequeno mas cumpridor para-brisa. A XRE não tem nada de proteção e, portanto, cansa bem mais.

Custo-benefício

Degraus acima destas duas estão devoradoras de quilômetros, recomendáveis pela ótima relação custo-benefício sob o ponto de vista viajante: são elas a Honda XL 700V Transalp e a Yamaha XT 660 Ténéré, que não se assustam com distâncias grandes nem piso ruim, conciliando isso com bom conforto.

Já os fascinados pela velocidade optam por motos de outras tribos para enfrentar viagens de qualquer extensão. No topo da cadeia alimentar estão as brutais Kawasaki ZX-10R, Suzuki GSX-R 1000 e derivadas. Conforto? Nenhum. Em troca, dão precisão, estabilidade e potência explosiva.

Esportivas podem ser cansativas, como a Kawasaki
ZX-14R 
O limite de velocidade é 120 km/h nas melhores estradas, certo? Porém, ainda não há restrição ao tempo no qual, saindo de um pedágio, você alcança essa marca... E isso, para alguns, pode ser a recompensa para pernas dobradas e costas encurvadas.

Pincelamos aqui as possibilidades de motos e o que pode se fazer com elas se o tema é viajar. A conclusão é que todas valem a pena desde que haja consciência das limitações oferecidas pela moto e pelo roteiro. Na semana que vem o tema viagem estará de volta.





Fonte: g1.globo.com

HISTÓRIA DA ROUTE 66

                                                                              Estrada Route 66 em ruínas                                                                             

A Rota 66 estendeu-se desde Chicago a Los Angeles. Atravessou grande parte do meio-oeste americano, grandes planícies e o sudoeste.
A Rota 66 (em inglês: U.S. Route 66) era uma rodovia norte-americana do U.S. Highway System. Foi estabelecida em 11 de novembro de 1926. Iniciava em Chicago, Illinois, passava pelos estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México,Arizona e terminava na cidade de Santa Mônica, na Califórnia, totalizando 3 755 km.

Embora nos E.U. esta Highway 66 oficialmente não exista mais, você ainda pode "começar a dar alguns passos e divertir-se" no trajeto que levou os Estados Unidos em construir outras rodovias mais seguras, modernas e com novos recursos.
A rota 66  é um dos ícones essenciais da America, considerada "mother road" ou "main street", tanto para os americanos e para outros povos no exterior. Ela representa uma multidão de ideias: liberdade, migração ocidental, a solidão e o sofrimento do coração americano.


A estrada rota 66 foi aberta em 11 de novembro de 1926 e inaugurada oficialmente em 1928, com o nome de Will Rogers Highway, muito embora a maior parte do percurso tenha sido pavimentada décadas mais tarde, logo capturou a imaginação da America. Porém foi declarada extinta do sitema viário americano em 27 de junho de 1985, portanto não existe mais.

John Steinbeck, em seu romance de 1940 "Grapes of Wrath", narrou a migração ao longo da Rota 66 de milhares de agricultores deixando a região chamada de "Dust Bowl" ou "Bolsão de Poeira" — formado pelos Estados de Kansas, Oklahoma, Texas, e Colorado — durante a Grande Depressão, tentando chegar a uma terra melhor, na California.

Mais tarde, esses agricultores ao longo da estrada tornaram-se um pouco mais dispostos e otimistas em sair na busca de novas terras. Provavelmente pela mais famosa canção tributo do músico Bobby Troup, que praticamente intimou os ouvintes a "darem os seus passos na rota 66", "get your Kicks on route 66" interpretada por Nat King Kole.
Havia um programa de TV na década de 1960, chamado de "Route 66", que apresentava dois jovens a explorar as estradas da América. Apesar de Jack Kerouac menciona apenas “rota 66” brevemente em seu livro “On the Road”, adquiriu aura e carisma de Beatnik "aventura e busca ao novo" na travessia desses novos campos do país.

A rota 66 foi a primeira estrada, considerada a mãe das estradas americanas, assim muitas cidades nasceram e cresceram de tal forma, que engoliram a rota 66, tornando-a em importantes vias urbanas.

Na década de 1980 pelo envelhecimento da estrada, a mesma foi desmantelada, devido a que grande parte de sua extensão havia sido coberta ou distribuída ao redor por outras novas estradas nacionais mais largas, portanto mais seguras e modernas.

No deserto há trechos totalmente em ruínas, outros trechos são becos sem saída, algumas cidades foram abandonadas e tornaram-se cidades fantasmas, salvo em alguns estados por esforços de alguns voluntários saudosistas, estão recuperando algumas pequenas fachadas e neons.


Mantendo a ideia inicial da Rota 66 viva, assim os milhares de apaixonados e investigadores até os dias atuais continuam a seguir os restos da estrada de Chicago a Los Angeles.



Fonte: Historicarota66


Motociclistas realizam VII Arrastão Solidário no Acre


Alimentos e brinquedos são doados à comunidade carente na capital

Por TV Acre
Moradores entregam as doações (Foto: Bom Dia Amazônia)



VII Arrastão Solidário realizado por varios MG's, MC's e MCC's incluindo o MCC Os Kafas, MG Viramundo O Rasga Chão, MG Trilhos de Aço, MC Gaviões da Amazônia, MG 100% Amazônia e MG Christ Motors. Por traz de todo o estilo e cara amarrada, um grupo de motociclistas saiu à rua para quebrar preconceitos para praticar um gesto nobre e de solidariedade: o arrastão solidário. A mobilização é feita por motociclistas de vários moto grupos e moto clubes, para arrecadação de alimentos e brinquedos para doação à uma comunidade carente de Rio Branco.
A cada reencontro com a galera, uma nova oportunidade de se aventurar.

Concentração dos MG's, MC's e MCC.
O encontro com os amigos é sempre divertido, mas no meio da turma há aqueles que demonstram bem esse estilo motociclista, cara fechada, amarrada, mau... Que nada, expressão de aparência, porque por trás desse estilo radical, há também o momento de praticar o gesto de solidariedade.

A concentração tem um destino certo, todos os anos motociclistas de vários grupos da capital e de outros estados provem o arrastão solidário para arrecadação de brinquedos e alimentos, que serão destinados à uma comunidade carente aqui de Rio Branco.


Apesar do sol escaldante os motociclistas com muito sorriso no rosto e simpatia são recebidos pelos moradores dos bairros, uma ação que contou até com um integrante especial: o Enio Mariano, fantasiado de Tink Wink do Teletubbies (pense num cara que sofreu de baixo dessa fantasia). Enio Mariano assume "Todo esforço por aqui vale a pena".
Não importa a idade, o lema aqui é ajudar.




Fonte: Rede Globo/TV Acre - Bom Dia Amazônia




Chuva, trânsito, garupa... veja 10 dicas para usar moto com segurança

Com piso molhado, primeira regra é ser suave nos comandos.
Estude o veículo e saiba frear; garupa deve ter noção de moto ou bicicleta.

Piso molhado exige atenção extra (Foto: Raul Zito/G1)

A experiência ensina. Horas e horas de guidão ajudam a pilotar de forma cada vez mais segura. Bom para você, para quem vai na sua garupa e para quem está à sua volta no trânsito da cidade ou na estrada.

Mas, enquanto sua experiência não chega, segue uma listinha de dez conselhos que o poderão evitar tombos e acidentes, feita por quem já cometeu quase todos os erros ao guidão em mais de três décadas pilotando motocicletas de várias marcas, modelos, tamanhos e gêneros:

1) Tenha sangue frio em situações tensas

Pois é, você subestimou a velocidade e agora a curva está ali, na sua cara. Nesse caso, é mais fácil começar falando o que não fazer: frear tarde e forte demais, jamais. Isso desequilibrará a moto, transferindo peso demasiado para a dianteira. O que fazer? O melhor é tentar reduzir a velocidade ao máximo, sendo suave nos comandos, tanto nos freios como na redução de marchas, e também na desaceleração.

Estar com o acelerador aberto e tirar a mão de uma vez também causa a temida transferência de peso para a dianteira que, em geral, levará o piloto a abrir a curva saindo da estrada (ou invadindo a pista contrária, o que é pior). Lembre sempre que sua moto, em geral, é bem mais capaz do que você: ela pode inclinar mais do que você sabe ou consegue.

Acionar muito levemente o freio traseiro durante a curva ajuda a moto a contorná-la, fechando a trajetória, assim como pressionar o guidão para o lado oposto. Estes são recursos eficazes, mas o fundamental é manter o sangue frio e não se deixar dominar pelo pânico paralisante.

2) Evite as fechadas

As cidades grandes estão cada vez mais entupidas. É carro demais, moto demais, pressa demais.
A fila de motoboys no trânsito de SP pelo
retrovisor do carro 
Na ânsia de chegar mais cedo, quem está ao volante ou guidão arrisca manobras para ganhar alguns metros, e a troca de faixas sem dar sinal é padrão, infelizmente.

Lembrar que motociclistas são a parte frágil da selva do trânsito é fácil, assim como adotar uma pilotagem defensiva. Quando rodar perto de um carro, ônibus ou caminhão tente não ficar posicionado nos pontos cegos dos motoristas que estão na sua frente.
Como identificar tais pontos? Simples: são os lugares onde você não consegue enxergar os olhos do motorista nos espelhos retrovisores dele. Essa técnica está atualmente prejudicada pela "praga" da película que escurece os vidros, mas basta você raciocinar dois segundos para sacar quais são os pontos onde você não é visto. Ajuda muito também manter uma distância razoável do veículo à frente, o que nem sempre possível, eu sei. Mas rodar perto demais só se for por pouco tempo: seja decidido e passe logo, ou então recue estrategicamente.

Lembre-se que ultrapassar é algo a ser feito pela esquerda. Andar no corredor não é (ainda) proibido, mas seja esperto e não exagere.

Quanto mais rápido estiver o trânsito, melhor, pois a diferença entre a sua velocidade e a dos outros veículos não será nunca demasiada. Porém, em grandes avenidas, quando uma das pistas por razão A, B ou C diminuir a velocidade, o caos se instala, com os motoristas querendo escapar do enrosco. E é aí que mora o perigo... Olhe longe, procurando "ler" com antecedência a cadência do tráfego.

3) No cruzamento, antecipe os problemas

A preferencial é sua? Esqueça. Não adianta ter razão se quem vai se quebrar inteiro é você. Se mesmo rodando de moto em lugares conhecidos, vez por outra aparece um “extraterrestre” que se esparrama sem noção no cruzamento, imagine só em áreas onde não dominamos? Assim, a regra é simples: nos cruzamentos sempre pensar no pior e passar preparado para tal.

A regra mais óbvia é sempre tentar ser visto, usando roupas claras, farol aceso e, nos casos extremos, buzinar. Mas não feito um maluco, achando que o botão da esquerda vai desmaterializar o mal à sua frente. Seja ruidoso apenas quando necessário, e esteja concentrado 100% do tempo ao guidão.

4) Retrovisor é seu anjo da guarda

Na estrada ou na cidade, o retrovisor é seu anjo da guarda. Serve principalmente – acha a maioria – para mudar de faixa ou fazer conversões à esquerda ou à direita. Porém, na hora de frear ou reduzir a velocidade é que você deve usá-lo, para prevenir o perigoso e cada vez mais frequente abalroamento por trás.

Esse tipo de colisão pode ser terrível para você, mas frequentemente causa pouco ou nenhum dano ao infeliz que não te viu, ou não teve tempo suficiente para frear. Nesse tempo de celulares espertos, cheios de recursos para envio de mensagens, há gente demais dirigindo sem olhar para a frente, e à frente pode estar você... Assim sendo, habitue-se a controlar a turma que vem atrás.

5) Aprenda a 'ler' o solo

Na escola da vida que ensina a arte de pilotar uma motocicleta de forma segura há uma importante matéria, que trata do... chão.

Saber interpretar o pavimento onde você está rodando evita problemas dolorosos. Asfalto, concreto, calçamento, bloquete, paralelepípedos, pedras... no Brasil há um cardápio enorme de pavimentação e em cada uma delas sua motocicleta reage de modo diferente.

Qualquer "mané" sabe que rodar no asfalto lisinho é uma delícia, mas infelizmente este prazer está restrito a poucos milhares de quilômetros de nossas ruas e estradas. Assim, olho grudado no chão é dever constante para quem anda em veículos de duas rodas, não apenas à caça de buracos, lombadas, mas, sim, tentando identificar as reações de sua moto ao solo em que você está rodando. Se você estudar direitinho, vai tirar de letra dificuldades e peculiaridades de cada tipo de pavimento.

6) Triplique a atenção no piso molhado

O terror de grande parcela dos motociclistas. Mas há maneiras de atenuar o evidente desconforto que é rodar em piso molhado:primeira regra é ser suave nos comandos. A baixa aderência implica jamais acionar bruscamente os freios, câmbio, acelerador, se não... tchibum, mergulho garantido! Outra regrinha boa é lembrar o que foi dito no item anterior, o da leitura de solo, e tentar entender como sua moto se comporta em cada tipo de pavimento molhado. O asfalto novo é quase tão escorregadio quanto paralelepípedo.
Motos passando pelas ruas alagadas
(Foto: Reprodução / Inter TV)
O melhor piso na chuva é o concreto, que favorece a aderência.Mas, atenção: pisos molhados não são todos iguais. Chuva que acabou de iniciar é bem mais perigosa que aquele chuvão de horas, que já lavou a estrada, carregando fuligem e sujeiras embora. Todavia, uma chuva muito intensa é ruim, pois cria uma lâmina de água que o pneu não é capaz de romper. Enfim, “leia” a chuva também, e seja suave na tocada.


7) Não entre na onda de amigos imprudentes

Andar de moto em grupo é legal, não? Quase sempre, e o “quase” depende da companhia. Muitas vezes os amigos que nos convidam para aquela viagem de fim de semana ou um mero bate e volta são do tipo que se comportam de maneira inadequada, seja por exibicionismo, empolgação ou simplesmente ignorância de regras básicas de segurança na pilotagem. Nestas “baladas” não se deixe levar pelo espírito da viagem (torta) dos outros e não desrespeite seus limites.

A regra mais segura é ser sempre equilibrado no amplo sentido da palavra, não buscar os limites além de seu conhecimento e estágio de pilotagem, deixando-se influenciar por quem tem mais habilidade e experiência, ou simplesmente é mais inconsequente.

Outro aspecto da viagem em grupo é o correto posicionamento: nunca rodar lado a lado na estrada. A fila indiana é o ideal, com você vendo quem vai atrás pelos dois espelhos, e se vendo em ambos espelhos do companheiro da frente. E a qual distância? Quanto mais veloz o ritmo, mais espaço entre vocês, claro.

8) Nem sempre é bom levar alguém na garupa

Cuidados com o garupa
Levar alguém na sua garupa pode ser uma experiência ótima, só que não... Tenha bom senso e aceite levar quem quer que seja só quando tiver um domínio razoável da motocicleta. Principalmente nas motos pequenas, uma pessoa na garupa – mesmo que leve – altera muito o equilíbrio da moto. E se a tal pessoa não souber andar de moto, e nem de bicicleta, isso exige que você a instrua minimamente, avisando que os movimentos quem faz é você, e que a ela cabe apenas seguir a dança, sem inventar novos passos...

9) Aprenda a frear

Pesquisas da associação dos fabricantes de motos, a Abraciclo, mostram que um dos grandes problemas de nosso motociclista é não saber com se freia corretamente.

A grande maioria ainda pensa que o certo é usar predominantemente o freio traseiro, deixando ao dianteiro o papel secundário. Na verdade, o certo é o exato oposto: é o dianteiro que deve ser acionado com mais ênfase, algo como 70% da força aplicada a ele, deixando os restantes 30% ao pedal traseiro.

De fato, à roda traseira caberá apenas o papel de equilibrar a frenagem, estando na roda dianteira o real poder de reduzir a velocidade de sua moto. Esse assunto rende “pano para manga”, pois há uma forte e resistente ignorância sobre o tema, assim como um temor de que a motocicleta, se o freio dianteiro for acionado demasiadamente, capotará... Na verdade há apenas um tipo de moto no qual se pode dar mais ênfase à roda traseira, e mesmo assim em proporção que jamais supere o 50%-50% da força aplicada: são as motos custom, aquelas voltadas para viagem, especialmente as maiores, com motores acima de 600 cc. Isso ocorre em razão da arquitetura diferenciada destes modelos, que privilegiam a concentração do peso no eixo traseiro.

10) Estude sua moto

Motos têm caráter? Ô se têm! Algumas são furiosas, outras, pacatas ou enigmáticas... O importante é que você conheça sua moto e saiba montar um arquivo na sua mente sobre como agir em cada situação. Uma boa prática quando se compra uma moto nova é buscar um lugar tranquilo e ensaiar frenagens em velocidades diferentes, percebendo como o veículo se comporta.

A mesma coisa deve ser feita com mudanças de direção, realizando o chamado slalom, um zigue-zague que lhe dará noção do equilíbrio de sua nova montaria. Frear, acelerar, frear de novo, reduzir marchas... treinar é sempre bom, assim como botar a cabeça para funcionar e absorver o ensinamento que cada quilômetro rodado pode trazer.

E tudo isso para fazer do ato de rodar com qualquer motocicleta algo seguro e, sobretudo, prazeroso e feliz, como deve ser.

Fonte: G1.globo.com

Christ Motors Moto Grupo realiza o 1º Motoculto do estado do Acre onde a Igreja Quadrangular do bairro Areal foi palco para o evento.


O motoculto foi uma estrategia evangelística para falar do amor de Deus aos motociclistas de Rio Branco.
Sábado (13), a igreja do Evangelho Quadrangular do bairro Areal, da capital do Acre, concretizou o primeiro Motoculto, realizado pelo  moto grupo Christ Motors. Uma obra de missão que têm o intuito de evangelizar pedestres, motociclista e motoristas.
O motoculto teve início ás 19h, com a apresentação do ministério de louvor 'Eu Sou Geração Eleita', onde agitou a juventude louca por Cristo com muito hinos avivados. Quem esteve presente nessa noite tão importante para o moto grupo Christ Motors, foi o saxofonista Jean Carlos, que adorou a Jesus com o seu sax ungido, o Grupo de Rap HDF e o Ministério Renovação. A ministração da palavra ficou por conta de um dos lideres de jovens, Cledson Santiago, ministrou com unção e ousadia.
O líder espiritual da IEQ Areal, pastor Sergio Sá, em uma entrevista ao Veja Gospel, afirma que o objetivo do motoculto são vidas para o reino de Deus, além de incentivar o grupo a realizar esse projeto tão bem planejado e organizado. "Hoje, é um culto que entrará para história de nossa igreja, pela primeira vez na história da Quadrangular do Areal e do Acre, um grupo de motociclistas realiza um culto de alta eficacia para o reino de Deus. Um dos poucos do Brasil, esse grupo realiza um papel fundamental na sociedade pois conscientizam motorista, pedestres e ciclista a respeitarem as leis elaboradas pelos homens e por Deus. Por isso que creio que esse projeto tem tudo para decolar e conquistar multidões para Deus", declarou.
Quem tiver com o interesse de fazer parte dessa equipe, basta acessar o blog christmotorsac.blogspot.com.br, e seguir o que pede o regimento do grupo.

Equipe Christ Motors

O “CHRIST MOTORS Moto Grupo” fundado em 04 de Outubro de 2014, com sede provisória à Rua da Pista, Nº 301 – Areal – Rio Branco – AC é uma associação civil sem fins lucrativos, com número ilimitado de associado, com tempo e duração indeterminada.Tendo como Presidente: Benny Nasck, e Vice-presidente: Magno Souza.

Constituem os objetivos do CHRIST MOTORS Moto Grupo, promover a qualidade de vida dos
seus integrantes, realizando e promovendo passeios, evangelismos, encontros, gincanas, reuniões, almoços, jantares, lanches e eventos que estimulem o uso responsável da motocicleta e triciclo, desenvolvendo projetos sociais, culturais e humanitários, além de prestar serviços de utilidade à comunidade e instituições de caridade.

10 ERROS QUE ACABAM MAIS RÁPIDO COM SUA MOTO


Mão na embreagem o tempo todo? Pensa que amortecedor é eterno? 
Roberto Agresti alerta para maus hábitos até na hora da lavagem. 

Você vai gostar bem mais de sua moto caso ela não lhe dê problemas, certo? Então, preste atenção nestes 10 maus hábitos que acabam com ela. A lista vai desde a falta de manutenção de corrente, óleo e pneus em dia até maus tratos a motor -que é mais exigido na moto que no carro- e embreagem, além de erros na hora de lavar. 
Verificando o nível de óleo da moto (Foto: G1)
1) Ignorar o óleo, este carente...

Não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.

E se o óleo baixou? Opa, opa... Motores consomem óleo, mas isso deve ser algo mínimo (às vezes a quantidade admissível está indicada no manual da moto). Mas se o consumo do óleo se tornar alto – 20% do volume total entre os intervalos de troca já é muito –, procure saber a causa.Observar o chão do lugar onde a moto fica estacionada em busca de manchas é o procedimento mais óbvio. Se há pingos, descubra de onde eles vêm. Se o motor não tiver sinais de vazamento evidentes, mas apenas locais úmidos, "babados" (nos quais frequentemente a fuligem adere e forma sujeirinha), o mecânico deve avaliar. Pode ser o caso de substituir juntas cansadas ou ver se tal perda não ocorre por conta de uma bem mais grave trinca no metal.
Grave mesmo será se a ponteira de escape estiver úmida e, quando o motor for acelerado, dela sair fumaça. Este é o sinal que está na hora de uma retífica, ou ao menos uma troca dos anéis e verificação da vedação das guias de válvulas.

Embreagem deve ser poupada (Foto: Divulgação)
2) Mão 'colada' na embreagem

Quanto menos usada for a embreagem, mais ela vai durar. E, por "usada", entenda acionada. Parou no semáforo? Habitue-se a colocar o câmbio em ponto morto. Ficar com a mão apertando a alavanca de embreagem só se justifica se você souber que o sinal vai abrir rapidamente.

Outra coisa que "mata" a embreagem é o (mau) hábito de usá-la para dar a famosa "queimada" para fazer a rotação do motor subir levemente, o que pode até ser necessário em algumas situações (sair em uma rampa muito íngreme ou passar por um obstáculo de maneira suave, evitando trancos na transmissão). Porém, o melhor mesmo é usar a embreagem o mínimo e aprender a dosar o acelerador de modo correto.

Calibrando o pneu (Foto: G1)
3) Pneus murchos 

Tudo de ruim pode acontecer com pneus murchos: furam mais facilmente e, se um buraco for muito malvado, a carcaça pode ficar comprometida, se rompendo e obrigando você à crueldade que é ter que jogar fora um pneu com cara de novo, mas que não presta mais. 


Outro dano que pneus com pressão abaixo da indicada acarretam diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassados ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem papel crítico, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Assim, sempre que for sair com a moto dê uma passada de olhos nos pneus e respeite a calibragem recomendada pelo fabricante, verificando-a no mínimo uma vez por semana.

Amortecedores tem de ser vistoriados e, quando 
preciso, trocados
4) Amortecedor 'eterno'

Alguns motociclistas acham que o amortecedor é eterno e jamais cogitam a troca. Eles vão se acostumando à perda da eficiência deste importante componente.Na verdade, não importa se você anda devagar ou rápido ou se as ruas que você frequenta são bem pavimentadas ou não. Mais cedo ou mais tarde, será necessário trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.

Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincas e até rupturas no chassi da moto, algo que definitivamente não é desejável. 
Na suspensão dianteira há necessidade de substituição do óleo e das molas internas. Quando? O modo mais fácil de verificar se a frente de sua moto está "cansada" é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso "fim de curso", ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.

5) Desligar o motor na descida

É o famoso barato que sai caro: na ânsia de economizar combustível, muitos simplesmente desligam o motor e percorrem longos trechos em descida. Por que não pode? Porque o motor para de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessa condição não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois... o motor está desligado.

Outra variedade desse pão-durismo de graves consequências é deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo está funcionando, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto lá no alto, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem).


Corrente de moto com a tensão correta (Foto: G1)
 6) Corrente frouxa e ressecada

A vida útil de uma corrente e seus parceiros, a coroa e o pinhão (conjunto chamado de transmissão secundária), depende fortemente do quanto você vai lubrificá-la.

Não são componentes eternos, mas. especialmente a corrente, podem "viver" muito mais caso recebam frequentemente um spray lubrificante adequado a este fim. 
É um tipo de óleo que tem como característica aderir à superfície e não ser arremessado rumo à sua calça nova ou, pior, à de sua passageira pela força centrífuga, quando a moto entra em movimento.

E o planeta diz obrigado também, já que o lubrificante específico para correntes de transmissão usado no lugar do mais popular óleo queimado de motor é ecologicamente mais correto. Outra ação que aumenta a vida útil da transmissão secundária é manter a corrente na tensão correta, nem muito esticada, nem muito frouxa.


7) Caixa de direção folgada


Sensibilidade é preciso, mas não muita, para notar que a caixa de direção afrouxou. O mais evidente sintoma são barulhos vindos da região abaixo do guidão, um "toc, toc, toc" que é mais fácil de perceber em ruas esburacadas. O que fazer? Aperto já. Sem o devido ajuste, o que seria apenas um pequeno probleminha solucionável por uma simples ação do seu mecânico e ferramenta apropriada se torna um custo mais alto, pois andar com a caixa folgada implicará na avaria dos rolamentos.

E, como saber se os rolamentos já estão ruins? Simples: levante a roda dianteira do chão (coloque a moto no cavalete central ou, caso não haja, peça a alguém para inclinar a moto no cavalete lateral o suficiente para você fazer o teste...) e sinta se não há "calos" ao virar o guidão de um lado para o outro. Fazer isso em chão bem liso não é ideal, mas também funciona. Atenção: tão ruim quanto andar com a caixa de direção solta é andar com ela muito apertada, o que se nota pela dificuldade em girar o guidão. Neste caso, não só o rolamento sofre como a dirigibilidade fica prejudicada.


8) Rotação baixa ou alta demais

Forçar o motor não é, como muitos pensam, apenas "esticar as marchas", usando-o em altas rotações por longos períodos. Tão prejudicial quanto é rodar em rotações muito baixas. Há motociclistas que têm preguiça de reduzir as marchas e deixam o motor cair de rotação exageradamente, um erro que se paga caro, pois isso reduz a durabilidade tanto quanto o oposto, ou seja, a rotação alta demais. O ideal é nunca abusar dos extremos.



Cuidado com a pressão da água ao lavar (Foto: G1)
9) Lavagem com jato de água

Lavar a moto? Sim, mas cuidado com as máquinas que lançam jato de água com pressão. Motores (mas também componentes de suspensão) têm retentores cá e lá, dispositivos nascidos para, como diz o próprio nome, reter seja o que for o caso, óleo ou outro tipo de líquido.

Acontece que eles foram bolados para resistir principalmente à pressão de dentro para fora, e, quando recebem um jato de água na direção oposta, adeus. Outra vítima frequente desses jatos d'água sob pressão são os adesivos, especialmente aqueles das partes plásticas. O segredo, ao lavar a moto usando as "waps" da vida é não exagerar na proximidade do jato e evitar mirar em um só lugar por muito tempo.

Fique atento ao aviso de combustível
baixo 
 10) Gasolina 'batizada'

Miséria custa caro. Escolher qualquer gasolina nestes tempos de "safadeza generalizada" é mais do que arriscado. Nas motos com carburador, o efeito de uma gasolina "batizada" se percebe na hora: a moto falha, perde desempenho e, em caso extremo, deixa de funcionar.

Já nos modelos com injeção eletrônica o problema pode ser mascarado pelo sistema – mas uma dificuldade maior ao ligar o motor e, claro, perda de desempenho aliada a consumo elevado, dá bandeira que o combustível é ruim. E assim como nos automóveis, muitas das motos atuais têm suas bombas instaladas dentro do tanque e dependem de razoável quantidade de gasolina para funcionarem bem, evitando um mortal (para a bomba...) superaquecimento.



Fonte: G1 Auto Esporte - Dicas de Motos com Roberto Agresti