SOLIDARIEDADE

 Em comitiva, mais de 50 motociclistas da capital levam ajuda à comunidade de Brasiléia




“Um irmão nunca deixa outro na estrada”, esse, entre outros lemas de solidariedade seguidos pelos diversos clubes de motociclismo em todo o país, foi colocado na estrada e levado em forma de apoio a diversas famílias em situação de calamidade que vivem no município de Brasiléia, uma das regiões mais destruídas durante a cheia do rio Acre, considerada a maior catástrofe natural da Amazônia em décadas.
Mesmo também vivenciando um momento difícil motivado pela cheia, a comunidade rio-branquense mostrou todo seu espirito humanista e aderiu em peso à campanha dos motociclistas da capital chamada “Sou motorista solidário”.
Os motociclistas arrecadaram donativos como roupas, brinquedos, arroz, feijão, leite em pó, café, açúcar, artigos de primeira necessidade que fazem toda a diferença para as pessoas que vivem esse momento de penúria, além da arrecadação de mais de R$ 6.700 que foram usados na compra em atacado de produtos.A campanha foi tão produtiva que para transportar as doações os organizadores da ação social contaram com o apoio da empresa Star Motos, que cedeu um caminhão baú para transportar a ajuda aos munícipes de Brasiléia.
No domingo (8) por volta das 07h os motociclistas já se reuniam em um ponto de partida programado pela organização da ação solidária, por volta das 08h mais de cinquenta motociclistas se agrupavam no local. Com tudo pronto o grupo partiu em comitiva pela BR-317.

A parada para o café da manhã foi em uma pensão já conhecida pelos motociclistas da capital acreana localizada em Capixaba, há 77 quilômetros da cidade de Rio Branco. Após o café o grupou seguiu aproximadamente 90 quilômetros até uma rápida parada na entrada da Estrada da Borracha, via de acesso à cidade de Xapuri.
Logo em seguida sem parada, mais aproximados 50 quilômetros em duas rodas pelas paisagens acreanas até chegar à cidade de Brasiléia.


Dentro da cidade os motociclistas se tornaram atração, a comitiva realizou uma volta pela área destruída e constataram a situação de terror instalada na cidade de Brasiléia, são dezenas de famílias morando ainda em área de risco, muitos deles já perderam tudo.
Bairros inteiros destruídos, comércios e residências arrastados de forma brutal pela enxurrada que avassalou a cidade, muitas crianças sem nenhuma previsão do início do ano letivo, e muita gente urgentemente necessitada.
Mais de 2 toneladas de donativos foram entregues a representantes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal, que deram a garantia de que tudo vai chegar o mais rápido possível aos flagelados da cheia do rio Acre. 
Todos os donativos foram devidamente alojados em um galpão da extinta CAGEACRE (Companhia de Armazenamento Geral do Acre), em Brasiléia, sob o acompanhamento e fiscalização do Comandante do Corpo de Bombeiros na cidade, Capitão Fernandes.

Após cumprirem a missão, por volta das 16h os motociclistas partiram rumo à cidade de Rio Branco, com o sentimento de missão cumprida e de espirito renovado para novas ações visando apoiar os irmãos acreanos que penam com a cheia que ainda ao terminou.

Os voluntários

Participam da campanha como voluntários membros dos motogrupos e motoclubes: Acre Motopasseio, Rota X, Viramundo Rasgação, Gaviões da Amazônia, Christ Motors, Trilhas do Aço, XT Moto Grupo, Custon & Trail, Speed Passeios, Moto GP, 100% Amazônia, além da coordenação do evento Amazônia Motorcycles.

As empresas Acre Motors, Star Motos, Kampô Promoções e Eventos, EME Amazônia e o jornal eletrônico Acreaovivo.com apoiam institucionalmente essa ação.


A campanha de arrecadação continuará nesta próxima quinta-feira (12/3) das 17h às 20h no semáforo das esquinas da Av. Ceará e Rua Mal Deodoro, repetindo-se no sábado (14) das 7h30 às 13h no mesmo local.


Fonte: Acre Ao Vivo

MOTOCICLISTAS E EMPRESAS PRIVADAS ARRECADAM DOAÇÕES AOS AFETADOS PELA ENCHENTE EM BRASILÉIA



Uma iniciativa que partiu de pessoas ligadas ao motociclismo e empresas privadas no Acre, gerou uma coleta de gêneros alimentícios em vários postos distribuídos pela cidade de Rio Branco.

No caso dos MG's, MC's e MCC's fizeram o 1º e o 2º Pit Stop na Avenida Ceará em frente a Agro Boi, com o intuito de arrecadar donativos tendp finalidade à doação aos atingidos pela maior cheia histórica do Rio Acre, que devastou algumas cidades do Estado.

Segundo informações passadas posteriormente, tudo foi feito sem qualquer participação de órgão governamental do Estado. A cidade de Brasiléia foi contemplada pela iniciativa e foi muito bem recebida pelo prefeito Everaldo Gomes.


Por parte dos Moto Grupos e Clubes dos motociclistas participantes foram; MG 100% Amazônia Acre, Rota X, Os Kafas MCC, MG Viramundo Rasga Chão, MC Gaviões da Amazônia, MG Christ Motors Acre, MG Trilhos de Aço, XT Moto Group, Custom e Trail, Speed Passeios e Moto GP Acre, além do apoio das empresas EME Amazônia, Star Motos e Kampo Promoções e Eventos.


Além dos sacolões doados, os participantes realizaram uma tour pela cidade de Brasileia, nas partes que foram alagadas, onde puderam ver de perto o que aconteceu aos moradores e ficaram sensibilizados.

Foi informado ainda que, os Moto Grupos e Clubes e empresas acima citados, estão realizando mais arrecadações para que os desabrigados da cidade de Xapuri seja contemplados neste final de semana.

Moto Grupo Christ Motors Acre realiza a segunda edição do Moto Culto

O MotoCulto tem como principal objetivo agradecer a Deus por cada quilômetros percorridos pelos motociclistas.



Banda Vida Plena, Herdeiros da Fé (HDF) e Rosana Guilherme, foram os convidados especiais para louvar ao Senhor no 2º Moto Culto realizado no último sábado (21), na Igreja do Evangelho Quadrangular do Bairro Areal, ao qual tem como dirigente Pr. Sergio Sá.
O 2º Moto Culto, teve uma noite de muito louvor e gratidão que atraiu diversos jovens. Promovido pelo Moto Grupo Christ Motors Acre, teve intuito de arrecadar alimentos para instituições de caridade, famílias carentes e agradecer a Deus por cada quilômetros percorridos pelos motociclistas.


O Moto Grupo Christ Motors foi fundado em 04 de Outubro de 2014, por Benny Nasck (Presidente) e o Magno Souza (Vice-presidente) com a finalidade de promover passeios, encontros, gincanas, reuniões, almoços, jantares, lanches, evangelismos e eventos que estimulem o uso responsável da motocicleta e triciclo, desenvolvendo projetos sociais, culturais e humanitários, além de prestar serviços de utilidade à comunidade e instituições de caridade.

"Esse segundo Moto Culto, ficará guardado em nossas lembrança, pois é o começo de um projeto que ajudará muita gente. Sabemos dos diversos perigo do trânsito, e assim como está escrito no livro de Salmos 9,1 existem setas malignas tentando nos ceifar. Por isso realizamos esse Moto Culto para agradecer à Deus por cada livramento que ele têm nos dado e ainda há de proteger", disse o vice-presidente Magno Souza.

No momento do culto foram apresentados fotos e vídeos das viagens feita pelo grupo. Além de muito louvor, houve sorteios de diversos brindes incluindo bolo e pudim, e claro, o momento da palavra de Deus.



Expedição Américas em Ténéré 250

Três amigos cruzam 13 países com a Ténéré-Dicas de mecânica de motos



Uma viagem que deve ser o sonho de qualquer motociclista que gosta de aventura. No dia 03 de novembro três amigos saíram da cidade de Manaus com destino aos Estados Unidos. Irão passar por 13 países: Brasil, Guiana, Venezuela, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador, Belize, México e Estados Unidos. A previsão de chegada é no dia 23 de dezembro. Serão 50 dias de viagem e 31.000 km percorridos.


É uma aventura inesquecível, que marca a vida. Saindo do Brasil em direção a Venezuela e depois Colômbia, na cidade de Cartagena os motociclistas utilizaram um Catamaram (uma espécie de barco) para atravessar o canal para o Panamá. Seguiram pela a América Central costeando todo o Oceano Pacífico até o México para entrar nos EUA por Tijuana. A viagem pode ser acompanhada em tempo real, na última atualização estavam em Las Vegas. A aventura passará ainda pela lendária rota 66. 


Mas quem são estes motociclistas? Três apaixonados por motos e aventura: José Milton Carvalho (jmmdcar@ig.com.br), Marcelo Santos (marcelobr116@hotmail.com ) e Rogério Gouveia (rogeriofgouveia@gmail.com ). " Serão aproximadamente 30 mil quiilometros de terras desconhecidas, 13 países completamente diferentes um do outro. Enfrentaremos tudo isso mais a tolerância que teremos de ter um com o outro. Serão mais ou menos 50 dias de convivência e acreditamos que será mais um desafio, pois sabemos que é do ser humano ser intransigente, porém no nosso caso, já nascemos com algo em comum: O amor nato por viajar de motocicleta." Declarou José Milton.

Eles poderiam ter escolhido uma moto mais potente, como a Super Ténéré 1200, ou mesmo a 660cc, mas a escolha da 250 tem explicação. A manutenção da moto é mais simples e barata de se fazer. Em 30 mil km será necessário algumas trocas de patilhas de freio, relação, pneus. E fazer isso na Super Ténéré, por exemplo, não é uma tarefa fácil. Além disso
o peso e o valor da moto seriam um obstáculo, e uma possível queda com uma moto grande traz grandes prejuízos. Além disto a Ténéré 250 já provou ser uma moto boa para estas aventuras. O motor já é utilizado pela Yamaha na Fazer e na Lander, e muitas das peças da Ténéré são iguais as utilizadas pela Lander.


A sensação de liberdade que a motocicleta proporciona é maravilhosa, e nesta viagem muitas histórias serão contadas por estes três aventureiros. Estou acompanhando a viagem e as fotos que são postadas. Quem sabe não participo da próxima expedição. A Ténéré eu já tenho, só falta tempo e dinheiro para isso...



LEVAR PESO DE MAIS NA MOTO PODE ESTRAGAR A VIAGEM, VEJA DICAS



Viajar de motocicleta é uma experiência incrível, que pode ser ainda melhor que os mais manjados clichês que exaltam a emoção de pegar a estrada e rodar pelo mundo sem uma carroceria em volta. No entanto, é preciso ter em mente que em uma moto o espaço para bagagem é restrito e que qualquer viagem, curta ou longa, pode virar um verdadeiro inferno se: 

1) Você exagerar na quantidade ou… 
2) Sua bagagem não estiver adequadamente presa à sua moto.

Peso demais, volume demais. Nada disso combina com motocicleta. É claro que modelos maiores, de alta cilindrada, permitem levar mais tralha, mas é sempre importante lembrar que, por maior que seja, uma motocicleta sempre terá apenas dois pontos de apoio com o solo. E para fazer curvas, ela deve ser inclinada. Essa peculiar dinâmica não permite alterar o equilíbrio com excessos.


Se você não tem uma Harley-Davidson Ultra Limited (foto acima) ou uma Honda Gold Wing, “mastodontes” com mais espaço para bagagem que alguns carros, levar (pouca!) bagagem no corpo, em uma pequena mochila nas costas, pode ser uma opção em caso de viagem curta. Caso a viagem seja a dois, a solução colocar uma mochila nas costas do garupa e outra no peito de quem pilota. Isso só vale se peso e volume forem realmente pequenos.

A prática de amarrar bagagem ao banco – ou bagageiro, se houver –, com elásticos ou as mais eficientes redinhas é prática comum, mas isso também implica em respeitar a regra número um de não exagerar na quantidade. Além disso, esse estilo dá trabalho: a cada parada ou se arrisca deixando tudo na motocicleta enquanto ou carrega-se tudo para depois recolocar no lugar.

Qual é a melhor das soluções? Sem dúvida, colocar na sua moto malas específicas, projetadas para resolver de maneira definitiva, fácil e prática a necessidade de levar coisas. Melhor ainda é escolher um modelo de moto que já venha de fábrica com malas – ou ao menos as ofereça como acessório original. Isso te dará a certeza de que, no projeto de sua motocicleta, os volumes, o sistema de fixação, o peso decorrente e, inclusive, a interferência aerodinâmica de tais acessórios foram estudados de maneira séria.

Tipos e tamanhos
Há hoje uma razoável oferta de modelos de motocicletas que trazem como equipamento original malas laterais e o chamados “top cases”, aqueles bauzinhos que ficam na traseira das motos. Aliás, tal baú (também chamado de bauleto) é um dos acessórios para motos mais vendidos, e quem os compra nem sempre tem o intuito de viajar. O uso da moto em centros urbanos também demanda – e muito – um espaço para guardar coisas. Grandes, médios ou pequenos, tais baús tornaram a vida do motociclista mais prática e dão à moto maior versatilidade. 

No caso das malas destinadas a um viagem de motocicleta, mesmo sendo equipamento original, é importante lembrar que há sempre um limite de peso a ser religiosamente respeitado. A cifra máxima de carga admitida está usualmente colada em adesivo interno à mala ou evidenciado no manual do produto. Não levar a sério tal recomendação implicará em desequilíbrio que pode se manifestar com a oscilação do guidão conforme a velocidade aumenta ou também em trincas na estrutura que suporta as malas. O subchassi, a parte da moto que sustenta o banco, também pode ser danificada, e aí o prejuízo é grande. 

Outro limite a ser considerado é o da velocidade máxima, pois tanto o “top case” quanto o par de malas laterais afetam de modo importante a aerodinâmica e, consequentemente, a dirigibilidade.

Como dissemos, modelos que oferecem malas como acessório original recebem reforços para o peso que será acrescido. No entanto, também há bons fabricantes de malas e suas respectivas estruturas que, mesmo não fazendo parte da lista de acessórios originais do fabricante, são plenamente confiáveis.

As malas mais usuais são as feitas em plástico rígido, material que combina leveza com resistência. Há também malas realizadas em materiais têxteis reforçados com resina, assim como as vistosas (e caras) malas de alumínio. Praticamente todas oferecem a possibilidade de serem retiradas de modo rápido, bastando para tal apenas uma chave e certa habilidade pala desencaixá-las. Outras oferecem também bolsas internas de tecido, que tanto ajudam na impermeabilidade como na praticidade: ao chegar ao destino, em vez de retirar as malas da moto, leva-se apenas a bolsa com o conteúdo bem embaladinho.

Neste maravilhoso mundo de possibilidades no qual não está excluída a também válida (mas cada vez menos usada) mala de tanque.
De qualquer modo, é importante não perder de vista o que dissemos no início: conter excessos. Desrespeitar o tênue equilíbrio de uma motocicleta levando peso demais ou volume demais é definitivamente algo que não combina com o verdadeiro prazer que é viajar de motocicleta e assim usar o bom senso é a melhor decisão.
Fotos: Rafael Miotto; Pedro Bicudo; Marcelo Camargo/Agência Brasil; Raul Zito
Fonte: G1 AutoEsporte

DOAÇÃO DE CESTAS BÁSICAS NO NOVO CRUZEIRO


Eles são da pesada, gostam de Rock ‘n Roll, loucos por tatuagens, caveiras e tem paixão pelas duas rodas. A fama de valentões mal encarados é só fama mesmo essa turma tem um grande coração.


Na tarde deste sábado (24) os motociclistas que fazem parte dos moto grupos e moto clubes de Rio Branco doaram mais de 90 cestas básicas, além de brinquedos, roupas e calçados. Frutos do VII Arrastão Solidário realizado nos dias 20 e 21 de Dezembro de 2014.




"Esta é a sétima edição que fazemos dessa ação social solidaria, isso é muito gratificante pra gente. Isso mostra que essa vestimenta, essa cara fechada é o nosso estilo, mas temos um coração muito bom e gostamos de ajudar o próximo". (Enio Mariano: Presidente do MG Viramundos Rasga Chão Acre)

Os contemplados com a boa ação, foram as famílias do Novo Cruzeiro, bairro próximo ao Xavier Maia.

Os moradores ficaram surpresos com a chegada dos motociclistas e suas máquinas que

chamaram a atenção.
Essa já é a sétima edição de atitude e solidariedade que promovemos todos os anos para ajudar as famílias carentes da cidade.
O evento conta com a ajuda dos morados dos bairros tucumã e universitário que fazem parte da campanha de arrecadação.


"Queremos agradecer em nome de todos os MG's e MC's a colaboração dos moradores do Conj Universitário e Tucumã, que fizeram parte deste arrastão e nos ajudaram a fazer essa ação solidária. Ajudando o próximo que a gente é retribuído pelo apoio das pessoas e do

carinho delas. Todo esse nosso esforço valeu muito a pena, pois podemos ver o sorriso das pessoas que ajudamos, que venha os próximos arrastões.. (Magno Souza: Vice-presidente do MG Christ Motors Acre)



Assista ao vídeo da Reportagem completa logo abaixo:













Clique aqui para abrir as Imagens

Projeto Mateus 25:35





O Moto Grupo Christ Motors em parceria com o Projeto Mateus 25:35 da IEQ Areal, em Rio Branco - AC, realizou na noite deste ultimo sabado (17), uma ação de amor ao próximo, dando alimento aos que tem fome. Muitos moradores de rua, pessoas esperando transporte público à várias horas, muita das vezes não se alimentaram durante esse período, outros estão em busca de restos de alimentos em lixos.

Entrega de pães com café e leite
O projeto Mateus 25:35 visa movimentar esta ação soliária no que diz a Biblia em Mateus 25:35 "Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era estrangeiro e me hospedaste; estava nu e me destes de vestir; adoeci e me visitastes; estava na prisão e fostes me ver".

Em uma atitude desse projeto, entregamos pães e café com leite, para minimizar a fome delas, além disso foi dito palavras de conforto pelos pastores e missionários do Projeto. Foi uma missão muito importante, pois Moto Grupo não é apenas andar de moto, e sim ajudar o nosso próximo no que ele precisar.






Dá para viajar com qualquer moto? Especialista responde

Motos podem levar viajante a destinos de difícil acesso. Colunista explica os prós e contras de cada modelo.


Motos podem levar a lugares de difícil acesso (Foto: Rafael Miotto/G1)                                

Nunca viajou de moto? Não sabe o que está perdendo... Já viajou, mas deu tudo errado? Tente de novo, pois poucos veículos dão a chance de viver tão intensamente cada metro percorrido. Mais do que medir sua aventura ou simples passeio em dias ou quilômetros rodados, viajar de motocicleta permite uma experiência única, cuja melhor medida é a emoção.

Exagerando, podemos dizer que são capazes de rodar onde ninguém jamais colocou o pé. Patagônia, Alasca, Chuí, Oiapoque, Ténéré, Atacama, Cabo Norte, Sahara, Sibéria são localidades onde, tenham certeza, motos chegaram nas mãos dos melhores motociclistas, o que não quer dizer, obrigatoriamente, dos mais habilidosos. Talvez o mais correto seria usar mais obstinados ou mais organizados.Onde dá para ir de moto? A todo lugar. Aviões precisam de aeroportos, barcos de uma baía calma para ancorar, carros, de estradas. Já motos... elas dispensam basicamente tudo. Há bem poucos lugares onde motos não chegam e, quando isso ocorre, é porque se trata de total impossibilidade – uma ilha, por exemplo – ou de uma escolha errada, como rumar para o Alasca em pleno inverno no hemisfério norte.
Perseverança e prever o que pode dar errado é traço comum dos que conseguem atingir objetivos ao guidão, sejam eles grandiosos ou não.

Como escolher o roteiro:

“Tenho uma Honda Biz 100 e quero ir visitar amigos em Buenos Aires. Será que consigo?” Imagino essa frase estampada num e-mail de um leitor que vive, por exemplo, em Fortaleza. O que eu responderia? Sim, claro que dá, mas sua atitude deve combinar com seu meio de locomoção. Tal roteiro extenso, montado em uma veículo de baixa cilindrada vai exigir tempo, muito tempo, e uma calma que a seleção natural reservou a poucos seres humanos. É seu caso?

Honda Biz pode viajar, mas seu tanque é pequeno
e a velocidade baixa (Foto: Divulgação)
Projetada para uso urbano, no qual não se considera a eventualidade de um posto de abastecimento de combustível estar muito distante de outro, a robusta e valente Biz (e sua congênere Yamaha Crypton) rodaria corajosamente os 5 mil quilômetros de chão que separam as duas cidades.

No entanto, apesar da economia de combustível ser um ponto forte do modelo, o tanquinho de apenas 5,5 litros da Biz (4,2 l na Yamaha...) tornaria a viagem uma odisseia cujo título poderia ser “Em busca do posto perdido...”. Ou seja, que dá, dá, mas há modelos melhores para uma empreitada desse calibre.

Então, é preciso uma moto grande para viajar? José Albano diz que não. Renomado fotógrafo cearense que começou a andar de moto depois dos 40 anos, Zé empreendeu diversas viagens a pontos muito distantes de sua criativa casa nas areias da praia de Sabiaguaba, em Fortaleza.
Yamaha XT 660Z Ténéré vai bem no piso ruim
No lombo de uma Honda ML 125 do comecinho dos anos 1980, Zé Albano sabiamente substituiu a pressa de chegar pelo prazer de passear. Em seu livro, “O manual do viajante solitário”, há nas entrelinhas uma regrinha básica que se aplica não apenas à viagens de moto, mas, principalmente, à vida: mais importante do que alcançar o objetivo é aprender as lições que o caminho até ele ensina. Filosofia? Sim, puríssima.

Zé e sua 125 são “auto-suficientes”. Na moto vai pouca bagagem, mas não falta a barraca, o fogareiro e alimentos básicos. Cansou? Para, come e dorme. Onde? Onde quer que seja, preferencialmente perto da estrada, mas longe da vista de quem passa nela, camping selvagem. Medo? Ele mesmo responde: “Aprendi a dar uma resposta às inúmeras pessoas que me abordam com a frase: “Mas que coragem!” A minha resposta é: “Coragem é a sua de ver a vida passar dentro de casa! Como é que você tem coragem de gastar a vida desse jeito?”
Albano representa um tipo extremo de motociclista, a prova de que não há limitações de trajeto para uma moto, qualquer que ela seja, desde que se respeitem seus limites e características.

BMW K 1600 GTL esbanja conforto
Mas é claro que a indústria do setor já bolou motos para levar você (e acompanhante, se for o caso) com um conforto digno de classe executiva de voo intercontinental. Exagerei? Pouco, bem pouquinho, e disso sabem os agraciados com ao menos um par de quilômetros ao guidão da “nave” Honda GL 1800 Gold Wing que, acreditem, é a máquina que se move sobre duas rodas mais confortável que o ser humano criou.

E atenção, eu disse “mais confortável”, pois, nessa mesma categoria há a BMW K 1600 GTL, que pode ser considerada a “mais performante” da classe, enquanto a mãe de todas elas, a Harley-Davidson Electra Glide Ultra, pode ser chamada de a mais icônica, clássica ou lendária. Ou tudo isso junto.
Honda VFR 1200X Crosstourer é opção de
aventureira, como a BMW R 1200 GS
Seja qual for, em uma dessas a experiência de viagem é quase um ritual místico, onde condutor e acompanhante se sentem abduzidos para uma galáxia especial onde tais “naves” – que exigem donos com finanças saudáveis – são exceção e não regra. Resumindo: são para poucos. Além disso, é importante lembrar que este tipo de motocicleta não digere bem estradas ruins, o que, infelizmente, as torna limitadas a poucas rodovias de nosso grande Brasil.

Caso oposto no quesito versatilidade (mas não no que diz respeito ao preço alto) é o das big trails, cuja referência é a BMW R 1200 GS Adventure. Ela engole literalmente tudo o que você apresentar sob seus pneus – terra, lama, pedras, areia e muito asfalto – tendo como parceiros um grande tanque de combustível que favorece rodar sem tanto estresse em busca do posto, assim como proteção aerodinâmica e excelente capacidade de carga.

Nada melhor do que uma GS (e suas assemelhadas, como a Yamaha Super Ténéré, a Honda Crosstourer e Kawasaki Versys Grand Tourer, entre outras) para ir literalmente onde você quiser. Exigem habilidades especiais? Sim, são motos que demandam certa manha e, quanto pior for a estrada, mais talento será necessário para domar tanta exuberância.

O mundo ‘normal’

Felizmente entre esses extremos de veículos e roteiros há o mundo “normal”, onde a maioria de nós se enxerga. E neste universo do possível e do viável há a viagem bate-e-volta de final de semana, onde o limite quem determina é seu traseiro, pois tanto você pode ser do tipo que acha moleza rodar mil quilômetros em um dia quanto ser o cara que se satisfaz com uma centena, ou nem isso.

Kawasaki ER-6n vai bem, mas tem pouca proteção
aerodinâmica
Para essas viagens, a moto do dia a dia serve. Talvez até mesmo seu scooter seja ótimo para descer a serra e pegar uma praia, ou subir a montanha e fugir do calor do verão. O importante é ter sempre em mente as limitações: suas e da sua motocicleta. E entender que há modelos mais adequados para viagem e outros mais adaptados ao uso urbano ou esportivo.

As naked médias, categoria “larga” na qual incluímos desde a Yamaha Fazer 250 até a Kawasaki ER-6n, funcionam de modo excelente na estrada, apenas com o senão da proteção aerodinâmica ser zero, o que acaba prejudicando manter de um ritmo de viagem rápido.

Já uma Yamaha XJ6 F ou a Honda CBR 600F, dotadas de carenagem, literalmente mudam a vida de seus donos para melhor se comparadas às irmãs XJ6 N e Honda CB 600F Hornet, nuas como Adão e Eva.
H-D Electra Glide Ultra Limited                        
O mesmo paralelo serve para duas populares motocicletas, muito acessíveis, e que permitem boas viagens caso não haja pressa: Yamaha XTZ 250 Ténéré e a Honda XRE 300. A primeira salva a pátria do seu condutor desviando o ar com competência por conta do pequeno mas cumpridor para-brisa. A XRE não tem nada de proteção e, portanto, cansa bem mais.

Custo-benefício

Degraus acima destas duas estão devoradoras de quilômetros, recomendáveis pela ótima relação custo-benefício sob o ponto de vista viajante: são elas a Honda XL 700V Transalp e a Yamaha XT 660 Ténéré, que não se assustam com distâncias grandes nem piso ruim, conciliando isso com bom conforto.

Já os fascinados pela velocidade optam por motos de outras tribos para enfrentar viagens de qualquer extensão. No topo da cadeia alimentar estão as brutais Kawasaki ZX-10R, Suzuki GSX-R 1000 e derivadas. Conforto? Nenhum. Em troca, dão precisão, estabilidade e potência explosiva.

Esportivas podem ser cansativas, como a Kawasaki
ZX-14R 
O limite de velocidade é 120 km/h nas melhores estradas, certo? Porém, ainda não há restrição ao tempo no qual, saindo de um pedágio, você alcança essa marca... E isso, para alguns, pode ser a recompensa para pernas dobradas e costas encurvadas.

Pincelamos aqui as possibilidades de motos e o que pode se fazer com elas se o tema é viajar. A conclusão é que todas valem a pena desde que haja consciência das limitações oferecidas pela moto e pelo roteiro. Na semana que vem o tema viagem estará de volta.





Fonte: g1.globo.com

HISTÓRIA DA ROUTE 66

                                                                              Estrada Route 66 em ruínas                                                                             

A Rota 66 estendeu-se desde Chicago a Los Angeles. Atravessou grande parte do meio-oeste americano, grandes planícies e o sudoeste.
A Rota 66 (em inglês: U.S. Route 66) era uma rodovia norte-americana do U.S. Highway System. Foi estabelecida em 11 de novembro de 1926. Iniciava em Chicago, Illinois, passava pelos estados de Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México,Arizona e terminava na cidade de Santa Mônica, na Califórnia, totalizando 3 755 km.

Embora nos E.U. esta Highway 66 oficialmente não exista mais, você ainda pode "começar a dar alguns passos e divertir-se" no trajeto que levou os Estados Unidos em construir outras rodovias mais seguras, modernas e com novos recursos.
A rota 66  é um dos ícones essenciais da America, considerada "mother road" ou "main street", tanto para os americanos e para outros povos no exterior. Ela representa uma multidão de ideias: liberdade, migração ocidental, a solidão e o sofrimento do coração americano.


A estrada rota 66 foi aberta em 11 de novembro de 1926 e inaugurada oficialmente em 1928, com o nome de Will Rogers Highway, muito embora a maior parte do percurso tenha sido pavimentada décadas mais tarde, logo capturou a imaginação da America. Porém foi declarada extinta do sitema viário americano em 27 de junho de 1985, portanto não existe mais.

John Steinbeck, em seu romance de 1940 "Grapes of Wrath", narrou a migração ao longo da Rota 66 de milhares de agricultores deixando a região chamada de "Dust Bowl" ou "Bolsão de Poeira" — formado pelos Estados de Kansas, Oklahoma, Texas, e Colorado — durante a Grande Depressão, tentando chegar a uma terra melhor, na California.

Mais tarde, esses agricultores ao longo da estrada tornaram-se um pouco mais dispostos e otimistas em sair na busca de novas terras. Provavelmente pela mais famosa canção tributo do músico Bobby Troup, que praticamente intimou os ouvintes a "darem os seus passos na rota 66", "get your Kicks on route 66" interpretada por Nat King Kole.
Havia um programa de TV na década de 1960, chamado de "Route 66", que apresentava dois jovens a explorar as estradas da América. Apesar de Jack Kerouac menciona apenas “rota 66” brevemente em seu livro “On the Road”, adquiriu aura e carisma de Beatnik "aventura e busca ao novo" na travessia desses novos campos do país.

A rota 66 foi a primeira estrada, considerada a mãe das estradas americanas, assim muitas cidades nasceram e cresceram de tal forma, que engoliram a rota 66, tornando-a em importantes vias urbanas.

Na década de 1980 pelo envelhecimento da estrada, a mesma foi desmantelada, devido a que grande parte de sua extensão havia sido coberta ou distribuída ao redor por outras novas estradas nacionais mais largas, portanto mais seguras e modernas.

No deserto há trechos totalmente em ruínas, outros trechos são becos sem saída, algumas cidades foram abandonadas e tornaram-se cidades fantasmas, salvo em alguns estados por esforços de alguns voluntários saudosistas, estão recuperando algumas pequenas fachadas e neons.


Mantendo a ideia inicial da Rota 66 viva, assim os milhares de apaixonados e investigadores até os dias atuais continuam a seguir os restos da estrada de Chicago a Los Angeles.



Fonte: Historicarota66


Motociclistas realizam VII Arrastão Solidário no Acre


Alimentos e brinquedos são doados à comunidade carente na capital

Por TV Acre
Moradores entregam as doações (Foto: Bom Dia Amazônia)



VII Arrastão Solidário realizado por varios MG's, MC's e MCC's incluindo o MCC Os Kafas, MG Viramundo O Rasga Chão, MG Trilhos de Aço, MC Gaviões da Amazônia, MG 100% Amazônia e MG Christ Motors. Por traz de todo o estilo e cara amarrada, um grupo de motociclistas saiu à rua para quebrar preconceitos para praticar um gesto nobre e de solidariedade: o arrastão solidário. A mobilização é feita por motociclistas de vários moto grupos e moto clubes, para arrecadação de alimentos e brinquedos para doação à uma comunidade carente de Rio Branco.
A cada reencontro com a galera, uma nova oportunidade de se aventurar.

Concentração dos MG's, MC's e MCC.
O encontro com os amigos é sempre divertido, mas no meio da turma há aqueles que demonstram bem esse estilo motociclista, cara fechada, amarrada, mau... Que nada, expressão de aparência, porque por trás desse estilo radical, há também o momento de praticar o gesto de solidariedade.

A concentração tem um destino certo, todos os anos motociclistas de vários grupos da capital e de outros estados provem o arrastão solidário para arrecadação de brinquedos e alimentos, que serão destinados à uma comunidade carente aqui de Rio Branco.


Apesar do sol escaldante os motociclistas com muito sorriso no rosto e simpatia são recebidos pelos moradores dos bairros, uma ação que contou até com um integrante especial: o Enio Mariano, fantasiado de Tink Wink do Teletubbies (pense num cara que sofreu de baixo dessa fantasia). Enio Mariano assume "Todo esforço por aqui vale a pena".
Não importa a idade, o lema aqui é ajudar.




Fonte: Rede Globo/TV Acre - Bom Dia Amazônia




Chuva, trânsito, garupa... veja 10 dicas para usar moto com segurança

Com piso molhado, primeira regra é ser suave nos comandos.
Estude o veículo e saiba frear; garupa deve ter noção de moto ou bicicleta.

Piso molhado exige atenção extra (Foto: Raul Zito/G1)

A experiência ensina. Horas e horas de guidão ajudam a pilotar de forma cada vez mais segura. Bom para você, para quem vai na sua garupa e para quem está à sua volta no trânsito da cidade ou na estrada.

Mas, enquanto sua experiência não chega, segue uma listinha de dez conselhos que o poderão evitar tombos e acidentes, feita por quem já cometeu quase todos os erros ao guidão em mais de três décadas pilotando motocicletas de várias marcas, modelos, tamanhos e gêneros:

1) Tenha sangue frio em situações tensas

Pois é, você subestimou a velocidade e agora a curva está ali, na sua cara. Nesse caso, é mais fácil começar falando o que não fazer: frear tarde e forte demais, jamais. Isso desequilibrará a moto, transferindo peso demasiado para a dianteira. O que fazer? O melhor é tentar reduzir a velocidade ao máximo, sendo suave nos comandos, tanto nos freios como na redução de marchas, e também na desaceleração.

Estar com o acelerador aberto e tirar a mão de uma vez também causa a temida transferência de peso para a dianteira que, em geral, levará o piloto a abrir a curva saindo da estrada (ou invadindo a pista contrária, o que é pior). Lembre sempre que sua moto, em geral, é bem mais capaz do que você: ela pode inclinar mais do que você sabe ou consegue.

Acionar muito levemente o freio traseiro durante a curva ajuda a moto a contorná-la, fechando a trajetória, assim como pressionar o guidão para o lado oposto. Estes são recursos eficazes, mas o fundamental é manter o sangue frio e não se deixar dominar pelo pânico paralisante.

2) Evite as fechadas

As cidades grandes estão cada vez mais entupidas. É carro demais, moto demais, pressa demais.
A fila de motoboys no trânsito de SP pelo
retrovisor do carro 
Na ânsia de chegar mais cedo, quem está ao volante ou guidão arrisca manobras para ganhar alguns metros, e a troca de faixas sem dar sinal é padrão, infelizmente.

Lembrar que motociclistas são a parte frágil da selva do trânsito é fácil, assim como adotar uma pilotagem defensiva. Quando rodar perto de um carro, ônibus ou caminhão tente não ficar posicionado nos pontos cegos dos motoristas que estão na sua frente.
Como identificar tais pontos? Simples: são os lugares onde você não consegue enxergar os olhos do motorista nos espelhos retrovisores dele. Essa técnica está atualmente prejudicada pela "praga" da película que escurece os vidros, mas basta você raciocinar dois segundos para sacar quais são os pontos onde você não é visto. Ajuda muito também manter uma distância razoável do veículo à frente, o que nem sempre possível, eu sei. Mas rodar perto demais só se for por pouco tempo: seja decidido e passe logo, ou então recue estrategicamente.

Lembre-se que ultrapassar é algo a ser feito pela esquerda. Andar no corredor não é (ainda) proibido, mas seja esperto e não exagere.

Quanto mais rápido estiver o trânsito, melhor, pois a diferença entre a sua velocidade e a dos outros veículos não será nunca demasiada. Porém, em grandes avenidas, quando uma das pistas por razão A, B ou C diminuir a velocidade, o caos se instala, com os motoristas querendo escapar do enrosco. E é aí que mora o perigo... Olhe longe, procurando "ler" com antecedência a cadência do tráfego.

3) No cruzamento, antecipe os problemas

A preferencial é sua? Esqueça. Não adianta ter razão se quem vai se quebrar inteiro é você. Se mesmo rodando de moto em lugares conhecidos, vez por outra aparece um “extraterrestre” que se esparrama sem noção no cruzamento, imagine só em áreas onde não dominamos? Assim, a regra é simples: nos cruzamentos sempre pensar no pior e passar preparado para tal.

A regra mais óbvia é sempre tentar ser visto, usando roupas claras, farol aceso e, nos casos extremos, buzinar. Mas não feito um maluco, achando que o botão da esquerda vai desmaterializar o mal à sua frente. Seja ruidoso apenas quando necessário, e esteja concentrado 100% do tempo ao guidão.

4) Retrovisor é seu anjo da guarda

Na estrada ou na cidade, o retrovisor é seu anjo da guarda. Serve principalmente – acha a maioria – para mudar de faixa ou fazer conversões à esquerda ou à direita. Porém, na hora de frear ou reduzir a velocidade é que você deve usá-lo, para prevenir o perigoso e cada vez mais frequente abalroamento por trás.

Esse tipo de colisão pode ser terrível para você, mas frequentemente causa pouco ou nenhum dano ao infeliz que não te viu, ou não teve tempo suficiente para frear. Nesse tempo de celulares espertos, cheios de recursos para envio de mensagens, há gente demais dirigindo sem olhar para a frente, e à frente pode estar você... Assim sendo, habitue-se a controlar a turma que vem atrás.

5) Aprenda a 'ler' o solo

Na escola da vida que ensina a arte de pilotar uma motocicleta de forma segura há uma importante matéria, que trata do... chão.

Saber interpretar o pavimento onde você está rodando evita problemas dolorosos. Asfalto, concreto, calçamento, bloquete, paralelepípedos, pedras... no Brasil há um cardápio enorme de pavimentação e em cada uma delas sua motocicleta reage de modo diferente.

Qualquer "mané" sabe que rodar no asfalto lisinho é uma delícia, mas infelizmente este prazer está restrito a poucos milhares de quilômetros de nossas ruas e estradas. Assim, olho grudado no chão é dever constante para quem anda em veículos de duas rodas, não apenas à caça de buracos, lombadas, mas, sim, tentando identificar as reações de sua moto ao solo em que você está rodando. Se você estudar direitinho, vai tirar de letra dificuldades e peculiaridades de cada tipo de pavimento.

6) Triplique a atenção no piso molhado

O terror de grande parcela dos motociclistas. Mas há maneiras de atenuar o evidente desconforto que é rodar em piso molhado:primeira regra é ser suave nos comandos. A baixa aderência implica jamais acionar bruscamente os freios, câmbio, acelerador, se não... tchibum, mergulho garantido! Outra regrinha boa é lembrar o que foi dito no item anterior, o da leitura de solo, e tentar entender como sua moto se comporta em cada tipo de pavimento molhado. O asfalto novo é quase tão escorregadio quanto paralelepípedo.
Motos passando pelas ruas alagadas
(Foto: Reprodução / Inter TV)
O melhor piso na chuva é o concreto, que favorece a aderência.Mas, atenção: pisos molhados não são todos iguais. Chuva que acabou de iniciar é bem mais perigosa que aquele chuvão de horas, que já lavou a estrada, carregando fuligem e sujeiras embora. Todavia, uma chuva muito intensa é ruim, pois cria uma lâmina de água que o pneu não é capaz de romper. Enfim, “leia” a chuva também, e seja suave na tocada.


7) Não entre na onda de amigos imprudentes

Andar de moto em grupo é legal, não? Quase sempre, e o “quase” depende da companhia. Muitas vezes os amigos que nos convidam para aquela viagem de fim de semana ou um mero bate e volta são do tipo que se comportam de maneira inadequada, seja por exibicionismo, empolgação ou simplesmente ignorância de regras básicas de segurança na pilotagem. Nestas “baladas” não se deixe levar pelo espírito da viagem (torta) dos outros e não desrespeite seus limites.

A regra mais segura é ser sempre equilibrado no amplo sentido da palavra, não buscar os limites além de seu conhecimento e estágio de pilotagem, deixando-se influenciar por quem tem mais habilidade e experiência, ou simplesmente é mais inconsequente.

Outro aspecto da viagem em grupo é o correto posicionamento: nunca rodar lado a lado na estrada. A fila indiana é o ideal, com você vendo quem vai atrás pelos dois espelhos, e se vendo em ambos espelhos do companheiro da frente. E a qual distância? Quanto mais veloz o ritmo, mais espaço entre vocês, claro.

8) Nem sempre é bom levar alguém na garupa

Cuidados com o garupa
Levar alguém na sua garupa pode ser uma experiência ótima, só que não... Tenha bom senso e aceite levar quem quer que seja só quando tiver um domínio razoável da motocicleta. Principalmente nas motos pequenas, uma pessoa na garupa – mesmo que leve – altera muito o equilíbrio da moto. E se a tal pessoa não souber andar de moto, e nem de bicicleta, isso exige que você a instrua minimamente, avisando que os movimentos quem faz é você, e que a ela cabe apenas seguir a dança, sem inventar novos passos...

9) Aprenda a frear

Pesquisas da associação dos fabricantes de motos, a Abraciclo, mostram que um dos grandes problemas de nosso motociclista é não saber com se freia corretamente.

A grande maioria ainda pensa que o certo é usar predominantemente o freio traseiro, deixando ao dianteiro o papel secundário. Na verdade, o certo é o exato oposto: é o dianteiro que deve ser acionado com mais ênfase, algo como 70% da força aplicada a ele, deixando os restantes 30% ao pedal traseiro.

De fato, à roda traseira caberá apenas o papel de equilibrar a frenagem, estando na roda dianteira o real poder de reduzir a velocidade de sua moto. Esse assunto rende “pano para manga”, pois há uma forte e resistente ignorância sobre o tema, assim como um temor de que a motocicleta, se o freio dianteiro for acionado demasiadamente, capotará... Na verdade há apenas um tipo de moto no qual se pode dar mais ênfase à roda traseira, e mesmo assim em proporção que jamais supere o 50%-50% da força aplicada: são as motos custom, aquelas voltadas para viagem, especialmente as maiores, com motores acima de 600 cc. Isso ocorre em razão da arquitetura diferenciada destes modelos, que privilegiam a concentração do peso no eixo traseiro.

10) Estude sua moto

Motos têm caráter? Ô se têm! Algumas são furiosas, outras, pacatas ou enigmáticas... O importante é que você conheça sua moto e saiba montar um arquivo na sua mente sobre como agir em cada situação. Uma boa prática quando se compra uma moto nova é buscar um lugar tranquilo e ensaiar frenagens em velocidades diferentes, percebendo como o veículo se comporta.

A mesma coisa deve ser feita com mudanças de direção, realizando o chamado slalom, um zigue-zague que lhe dará noção do equilíbrio de sua nova montaria. Frear, acelerar, frear de novo, reduzir marchas... treinar é sempre bom, assim como botar a cabeça para funcionar e absorver o ensinamento que cada quilômetro rodado pode trazer.

E tudo isso para fazer do ato de rodar com qualquer motocicleta algo seguro e, sobretudo, prazeroso e feliz, como deve ser.

Fonte: G1.globo.com